sábado, 17 de julho de 2010

Nuno Mindelis: experimental, blues e pop (2ª parte)


Após 6 anos de reclusão, "Nuno Mindelis" lança Free Blues, seu álbum mais radiofônico.

"Free Blues" propõe uma renovação do blues. O CD abandona a linguagem sessentista e setentista e faz a fusão do gênero com eletrônica e elementos contemporâneos, como rap, lounge, jazz moderno, house e outros. De modo geral, as guitarras e os vocais tiveram o seu formato tradicional mantido, em respeito às melodias e às expectativas do ouvinte que não quer decifrar códigos mais abstratos. O resultado é rejuvenescido, radiofônico ao extremo, sintonizado com o século 21, sem jamais faltar ao respeito com o gênero ou dele se distanciar a ponto de descaracterizá-lo. Sem risco nenhum de errar, é possível afirmar que aponta um caminho, uma alternativa atraente para a obviedade inerente ao chamado blues-rock e seus derivados. Antes mesmo de lançado, o CD já recebeu elogios rasgados da gravadora tradicional de blues alemã Taxim Records que quer os direitos para lançamento na Europa: "Brilliant - Just brilliant! What a gorgeous idea of giving the old standards a new flame". (Brilhante simplesmentre brilhante! Que magnífica a idéia de conferir aos antigos clássicos uma nova luz!).

“Ao gravar Free Blues pretendi fazer uma atualização de linguagem, que há muito tempo considero essencial e inadiável. O blues (e o próprio rock ) apóiam-se e repetem fórmulas desgastadas e envelhecidas há quarenta anos. Acredito igualmente que não há risco em afirmar-se que Free Blues transcendeu definitivamente o próprio gênero, e se impõe para um público muito mais amplo, tendo atingido a sua porção pop, como os meus ídolos atingiram lá atrás. Sou pessoalmente responsável pela produção e toquei todos os instrumentos nas diversas faixas (guitarras, baixo, teclados, vocal, programação, bateria, efeitos etc.) e contei também com parcerias adicionais refinadas, como Endrigo Bettega e Humberto Ziegler na bateria em algumas faixas, o baixo de Rodrigo Mantovani em outras, e os teclados de Flavio Naves e Lomiranda. Lomiranda, que já trabalhou como tecladista e arranjador de Marina Lima, Alceu Valença, Ney Matogrosso, entre outros, deu ainda um toque de Midas em algumas programações adicionais de baterias eletrônicas e samples”.

Site: http://www.nunomindelis.com/FREE_BLUES.html

Ouça e veja Nuno Mindelis aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=knFs69NXOuU

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