terça-feira, 22 de março de 2011

Bends Acontece - Jam Session: Marcelinho Guerra


15/03/2011

Guitarrista e produtor do CD Fat Nasty: ‘Instrumento não tem limite!”

Nesta entrevista, o músico e produtor Marcelinho Guerra fala sobre o papel da gaita na música de vanguarda e da experiência de produzir o CD Fat Nasty do Endorsee Bends Leandro Ferrari. Acompanhe:

http://www.bendsharmonicas.com.br/midia/noticias.php?COD_NOTICIA=670&mesEdicao=3



Há quanto tempo toca guitarra?
“Comecei a tocar guitarra aos 10 anos. É um instrumento que me atrai muito pelas possibilidades de expressão que ela oferece, você pode ser agressivo, doce, louco ou tudo junto.”


Qual estilo musical prefere tocar?
“Gosto de muitos estilos, funk, rock, pop, soul, samba, jazz etc... a minha raiz é bluesera, no blues o feeling é muito grande! Até hoje busco a minha personalidade no instrumento, para poder aplicar em qualquer estilo a minha cara.”

Como conheceu Leandro Ferrari?
“Conheci o Ferrari quando estudei na Pro Music, onde ele dava aula, eu devia ter uns 12 anos e anos mais tarde nos reencontramos e surgiu a oportunidade de trabalharmos juntos nesse disco.”

Qual sua identificacão com os estilos variados que ele toca?
S sou bem eclético. Atualmente gosto ou não gosto de uma música, independente do estilo. Não gosto muito de rotular as coisas. Música é música.”


Qual sua impressão sobre a gaita tocando estes estilos?
Instrumento nao tem limite, vocêê pode levá-lo até onde conseguir imaginar. O Ferrari com certeza é um cara que levou a gaita a um lugar onde ela ainda não havia chegado.

Para onde vai a vanguarda da música e como a gaita pode participar disso?
“Não sei pra onde a musica vai, hoje qualquer um tem a oportunidade de gravar suas próprias coisas, de divulgar, de fazer sua cena e com isso uma grande diversidade de coisas novas vem junto. Espero que continue evoluindo e a gaita pode participar de tudo como qualquer outro instrumento, basta que ela esteja lá!”


Como foi produzir e tocar no CD do Fat Nasty?
Esse CD foi bem interessante, pois não tínhamos nenhuma música quando começamos. O processo de composicão foi inusitado: a música ia surgindo no Pro Tools, agente ia fazendo... Não se podia tocá-la antes em algum instrumento, pois esse CD não se baseia somente em harmonia e melodia. Cada delay, timbre de bateria, gaita, guitarra, etc, também faz parte da composicão dessas músicas. Fizemos uma música por dia e nunca sabíamos no que ia dar até o final. Assinamos todas as faixas juntos. Já a parte de tocar foi bem legal e desafiante, só eu e o Ferrari gravamos nesse disco, as baterias e percussões são programadas, eu toquei os baixos, synths, teclados, guitarras e fiz alguns backings; o Ferrari gravou as gaitas e as vozes.”

De onde vieram as idéias das músicas, da mistura e mixagens?
“O Ferrari trouxe vários samplers. A gente partiu daí. Separamos o que dava pra aproveitar e trabalhávamos em cima. Basicamente compusemos músicas em cima desses samplers. Alguns nos tiramos depois da música pronta outros são a liga da música. A música Old Man tem um sampler de Voz do Buddy Guy bem legal. Nós pegamos essa voz, colocamos no tempo que queríamos, afinamos e eu fiz uma harmonia inusitada no piano para a melodia de blues que ele canta, e a musica nasceu aí. A mistura disso tudo foi puro improviso! Quando uma música tinha um riff ou voz e harmonia, colocávamos vários samplers de bateria diferentes e escolhíamos algum pra ser a base. Várias músicas tem mais de 1 ou 2 baterias somadas, algumas filtradas etc... Na gravacão colocamos os delays e efeitos desejados pra alcancar o objetivo e não encher muito o cd com vários instrumentos, mas sim texturas. Na mixagem foi só fazer soar bem o que ja tava ali.”

Como vc vê o uso de bases eletrônicas na música?
“Bases eletrônicas são legais em alguns projetos, em outros o melhor mesmo é gravar a bateria. Tudo depende da sonoridade a se alcançar... No CD Fat Nasty usamos alguns sons eletrônicos e outros são samplers de baterias acústicas “loopiadas”. Em várias delas coloquei drive e " estraguei " ate onde precisava.”


Como o público recebeu o CD?
“Até agora a recepcão foi bem legal! Aconteceu um fato curioso: dei esse cd ao Liminha, um dos maiores produtores do Brasil. Ele gostou tanto do cd que me procurou para elogiar e abrir espaco para alguma futura parceria. Algumas pessoas entendem o cd outras não, mas com certeza é um cd ousado, experimental e criativo. Acho que todos que gostam de musica devem ouvir esse disco.”


Quais seus novos projetos?
“Estou produzindo vários novos artistas no Estudio-Eletrico. Estou fazendo 3 discos ao mesmo tempo e 2 singles. Essa semana saiu o single novo, Califórnia, do Ian Alone, que é um menino de 18 anos muito talentoso que canta em ingles, uma sonzera! Também toco com vários artistas legais como o Wilson Sideral que é um grande compositor, cantor e guitarrista; Lu Alone, que foi indicada a revelacão do ano pelo premio Multishow 2010; e o Kiko Klaus que é um pernambucano que faz World Music de primeira - ano passado tocamos em New York, Espanha, levando a música brasileira pro mundo. Esse ano quero gravar um disco meu também, com minhas composicões e a participacão dos meus parceiros.

myspace.com/marcelinhoguerra
myspace.com/estudioeletrico



Marcelo Guerra - Gravity 'Groove' (John Mayer) - NASTY VERSION EVER!

http://www.youtube.com/watch?v=7coClgO53Lw

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