quinta-feira, 19 de abril de 2012

Tim Reynolds: liberdade, verdade e musicalidade


"Tim Reynolds nasceu em 15 de Dezembro de 1957 em Wiesbaden na Alemanha. Por ser filho de um militar, Tim mudava-se constantemente de cidade, entre a Alemanha e os Estados Unidos, em locais como Indiana, uma base militar no Alaska, Kansas e Missouri. Segundo o próprio Tim, ele veio de “nenhum lugar”, devido as suas constantes peregrinações.
Seus pais eram religiosos devotos e a convivência com a música cristã era parte de sua vida, porém mesmo com essa característica, sua irmã mais velha possuía alguns álbuns dos Beatles e mesmo pequeno, ao ouvir aquele som, Tim ficou apaixonado, e imaginava tocar uma guitarra imaginária ao escutar aquelas músicas. Quando adolescente, já conseguia tocar guitarra e baixo e passou a tocar três vezes por semana na Igreja local que sua família freqüentava. Cansado do conservadorismo religioso, secretamente começou a estudar “riffs” de rock, soul e funk para incorporar ao seu repertório musical.

Depois de sua formatura no colégio, Tim saiu de casa e depois de algum tempo andando pelos estados do meio-oeste americano e de aprender vários estilos musicais (da famosa “ disco” até o country) pelo contato com várias bandas, se fixou em Charllotesville encontrando estilos como Jazz, Fusion e música experimental, bem como vários artistas entusiasmados. Sendo uma cidade universitária Tim concluiu que este seria o lugar para se fixar e lá passou a tocar vários estilos destacando-se o rock psicodélico dos anos 60, influenciado por Carlos Santana, Jimi Hendrix e Led Zeppelin, influências estas aliás que podem ser notadas em diversos solos de suas performances atualmente.



Em Charllotesville Tim foi encorajado pelo seu amigo de quarto a tocar em um bar chamado Miller’s. De shows acústicos solos a shows de um “ power trio” chamado TR3, Tim se firmou como um dos principais músicos da cena local. Tocando com vários músicos no início da década de 80, incluindo Carter Beauford e Leroi Moore, Tim começou a chamar a atenção de um bartender que se mudou para a cidade e começou a trabalhar no Miller’s por volta de 87 chamado Dave que o convidou para fazer parte de sua banda. Tim recusou o convite e preferiu continuar com seu Trio. Anos depois a Dave Matthews Band começava a ganhar espaço na cena musical americana e Tim passou a atuar como membro colaborador da banda, e graças ao seu relacionamento com Dave Matthews também atuou em diversos shows acústicos com ele. Tim é considerado um dos fatores de sucesso da banda por participar das gravações dos primeiros álbuns que são considerados pelos fãs como os melhores. Depois de participar em 1998 de uma turnê de inverno com a banda se afastou temporariamente voltando em algumas ocasiões a fazer shows acústicos com Dave.


Com sua carreira solo acústica, conseguiu juntar empre se manteve fora do “mainstream” da mídia. Suma sólida base de fãs pelos Estados Unidos com shows em pequenos clubes e casa noturnas e segundo ele isso lhe dava a liberdade suficiente para criar aquilo que ele realmente queria e sentia certo, sem pressões de gravadoras. Aliás o apelo da fama parece nunca ter sido um fator de importância para ele. Depois de uma longa estadia no Novo México, Tim voltou para a Carolina do Norte. Retomou o projeto do seu “ power trio” TR3 com a ajuda de Dan Martier (na bateria) e Mick Vaughn (no baixo) no final de 2007, lotando casas noturnas por todo o Estados Unidos, com um setlist eclético e com várias covers de grandes nomes da música incluindo James Brown, Led Zepplin e Prince. Passou ainda a ser membro oficial da Dave Matthews Band, gravando mais um álbum de sucesso e participando de turnês pelos Estado Unidos, Europa e América do Sul."





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